Agradecimentos

O 3º Seminário da Vivendo e Aprendendo com o tema Democracia para que te quero: que partidos queremos tomar na educação?organizado pela Associação, proporcionou momentos intensos de debates, trocas e afetos.

Quinta-feira – dia 20 de outubro
No gramado, com vista para o parquinho, conversamos sobre a Vivendo e Aprendendo, seus princípios, criação e recriação e as práticas que envolve o cotidiano de uma escola democrática.

Sexta-feira – dia 21 de outubro
Uma chuva com vento nos levou a ficar mais juntinhos na sala verde e, na companhia de um delicioso caldo, aprofundamos o que é o projeto Escola sem Partido e
a ameaça que ele significa para a diversidade cultural, principalmente no que toca às questões de gênero e diversidade de famílias – que motiva esse projeto, para que não seja abordada nas escolas.

Sábado – dia 22 de outubro
As salas lilás, verde e rosa foram palcos para os nossos educadores ofereceram oficinas que bordando e dialogando sobre projetos, autonomia e gênero, nos inspiraram a sonhar com uma poesia educacional. Em um almoço feito a mãos de chef e no aconchego do galpão, a prosa prosseguia em uma roda. Mulheres contavam sobre seus partos e compartilhavam alegrias e desafios da maternidade. Os trabalhos continuaram à tarde. Algumas educadoras e coordenadoras de outras épocas, contaram mais sobre seus trabalhos acadêmicos. Momento que na práxis educacional pararam para registrar suas reflexões dessa experiência nostálgica.

Para colorir ainda mais o restinho do dia, ouvimos um pouco dos desafios do debate de gênero e a situação da legislação na pauta feminista. Enquanto isso, na sala verde, apresentavam-se projetos de educação inovadora costurando junto à Vivendo redes de conspirações em educação.

O Grupo Nzinga de Capoeira Angola misturando a ginga, a música, o canto e a prosa encerraram nosso dia, deixando a sensação que encontros assim precisam existir mais e sempre!

Abaixo seguem algumas fotos clicadas pelo querido Vinícius Armiliato

Inscrição do 3º Seminário da Vivendo

Olá Pessoal,

Já estamos bem próximos/as do 3º Seminário da Vivendo e Aprendendo com o tema Democracia para que te quero? Que partidos queremos tomar na educação.

Clique na imagem abaixo para conferir o edital e todas as dicas para sua inscrição e apresentação dos trabalhos.

Corram que as vagas estão acabando.

Edital de inscrição do 3º Seminário da Vivendo

ATENÇÃO!

O Centro de Estudos da Vivendo e Aprendendo prorrogou a data para envio de trabalhos a serem apresentados no 3º Seminário Vivendo e Aprendendo: “Democracia pra que te quero: que partidos queremos tomar na educação?”.

A nova data é até o dia 28/09/2016. Clique na imagem e acesse o novo cronograma de inscrição!

O seminário acontecerá dos dias 20 a 22 de outubro de 2016.

Inscrevam-se!

 

3º Seminário da Vivendo e Aprendendo

Os espaços escolares democráticos são essenciais na construção de uma sociedade que qualifique a diversidade e saiba lidar com a multiplicidade de formas de existir, pensar, crer e amar. Para além de instruções técnicas- cientificas, a escola é lugar de pensar e repensar as práticas, de reeditar o nosso olhar para o mundo e de conviver.

A Vivendo e Aprendendo, pautada pela sua história de construção de uma proposta pedagógica democrática e inovadora abre seu terceiro seminário para proporcionar espaços de reflexão e crítica em relação às correntes teóricas, conceituais e políticas que estão emergindo com grande força na agenda educacional do país.

Aguardem mais informações jajá!

Mutirão – sábado 27/02

Nosso mutirão 2016 foi um sucesso, graças à ampla participação dos associados e associadas! Conhecemos melhor o espaço e nossas necessidades, trocamos ideias com pais e professores de vários ciclos, curtimos um som, compartilhamos um lanche gostoso e saudável e ainda por cima: renovamos os brinquedos do parque, organizamos os armários do galpão, costuramos fantasias, lavamos almofadas, selecionamos brinquedos, instalamos um balanço novo no parque, arrumamos os achados e perdidos, pintamos prateleiras e a caixa de correspondência, organizamos a sala dos professores, podamos árvores e jardim, plantamos mudas, preparamos as jardineiras e os canteiros, cuidamos da agrofloresta, fizemos a composteira… Tudo isso com nossos filhos felizes por perto, se lambuzando de tinta, tomando banho de mangueira (e de chuva!), deixando no muro e na casinha as suas impressões e expressões!

Fotos por Patrícia Burgos (mãe do ciclo 3V)

Cadastro reserva para estagiários/as (encerrado)

A Vivendo e Aprendendo abriu o processo de seleção visando a formação um cadastro reserva para estagiário de educação infantil. Se você tem interesse em participar ou conhece alguém para indicar, observe os requisitos do edital e fique atento aos prazos.

A entrega dos currículos vai até dia 14 de março. Participem e divulguem.

Clique no ícone abaixo, baixe o arquivo e confira as informações. Boa sorte!

Edital de Cadastro Reserva para estágio

 

 

* Somente com a entrega deste documento a candidatura se tornará válida.

Projetos Pedagógicos

Caros amigos e amigas,

Por fim, publicamos o último projeto pedagógico de 2014. Desta vez o tema “As Bruxas e seus Mistérios”  foi desenvolvido com a turminha do Ciclo 3 Vespertino e com os educadores Maycom Santiago e Wilma Lino. Boa leitura!

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Introdução

Na primeira semana de aula, as crianças do ciclo 3 encontraram o livro da Bruxa Salomé. Logo percebemos o forte interesse do grupo pelo tema das bruxas. Decidimos iniciar o projeto para tratar da magia das bruxas, contextualizar suas histórias e desmistificar o medo que logo notamos em algumas crianças.

Nossos objetivos

  • Fomentar o imaginário;
  • Desmitificar o medo das bruxas;
  • Realizar um paralelo da história das bruxas com as histórias das crianças;
  • Trabalhar os objetivos pedagógicos do ciclo e as áreas de conhecimento.
Projeto Pedagógico - As Bruxas e seus Mistérios

Projeto Pedagógico – As Bruxas e seus Mistérios

O caminhar do Projeto

Começamos o projeto falando sobre as bruxas mais conhecidas, como a Salomé. A bruxa Salomé veio nos visitar algumas vezes. Em seguida, trabalhamos os seguintes aspectos:

Linguagem oral: a partir das hipóteses das crianças e de algumas perguntas para trabalhar com a organização e a estruturação do pensamento, escuta e enriquecimento do vocabulário. As rodas possibilitaram muitas trocas e contribuições para o grupo.

Artes plásticas: trabalhamos as cores primárias e secundárias por meio da ideia das “poções mágicas”. Vimos que as crianças começaram a ser mais cuidadosas com as tintas nas horas de pintura, limpando e secando os pincéis, se esforçando para descobrir diversas tonalidades diferentes com suas poções mágicas.

O Laboratório da Bruxa Salomé: criamos um faz de conta envolvendo o caldeirão da bruxa e diversos ingredientes que viravam feitiços. Trabalhamos as medidas e quantidades. Aproveitamos para levantar e experimentar as hipóteses das crianças sobre várias misturas, como a mistura de água e óleo.

Letramento: elaboramos bilhetes de culinária, convite para uma vertical oferecida pela turma, convite para o teatro – ou seja, com a função da escrita. Elaboramos um livro junto com as crianças. Para isso, levamos vários livros para a sala e mostramos sua estrutura: capa, letras, título, autor e ilustradores. Enquanto construíamos a história, as crianças se escutavam, ouviam a opinião uma da outra, se ajudavam a completa-la. Fizemos com eles também as fotos com as crianças representando as cenas da história e chamamos as famílias para um lançamento de nosso livro ao fim do projeto.

Matemática: utilizamos o calendário – aproveitando os dias da semana, trabalhados na história da Bruxa Salomé. Fizemos outras atividades, como contar os ingredientes da culinária, pesá-los. Aproveitamos as rodas sobre florestas para investigar quantas árvores havia na vivendo. Essas atividades trabalharam a matemática e sua função, o reconhecimento dos números e as quantidades.

Corporalidade: Brincamos com a corrida de água colorida, na qual as crianças tinham o desafio de encher garrafas com águas coloridas sem derrama-las. No início, as crianças se preocupavam mais em correr do que em transportar a água sem derruba-la. Trabalhamos muito equilíbrio, percepção do espaço, coletividade, medidas e cores.

Conclusão

• O medo intenso de algumas crianças nos fez repensar algumas fases do projeto. Por exemplo, Wilma passou a fingir tomar um feitiço e se transformar na Bruxa Salomé na frente das crianças. Desta forma, as crianças foram perdendo o medo, mas sem perder o encanto pela história.

• Para os/as educadores/as, o desafio foi lidar com algumas de suas próprias limitações, como a atuação cênica. O projeto também foi importante para incentivar a pesquisa e a sistematização do trabalho.

• As crianças se envolveram muito no faz de conta do projeto. O grupo se organizou muito, o que ficou nítido na confecção do livro. Quando tiramos as fotos para montar o livro, tivemos que fotografar cena a cena e as crianças demonstraram empolgação e concentração.

• Para a fechar o projeto, fizemos o lançamento do livro “Festa na Floresta”, com a participação das famílias. Lemos o livro para os/as convidados/as e terminamos a tarde com autógrafos dos/as autores (a turma). Este foi um momento muito emocionante para os pais e mães, educadores/as e, principalmente, para as crianças.

Galeria de fotos

Projetos Pedagógicos

Caros amigos e amigas,

Falemos agora sobre o projeto pedagógico “O Trem das Cores”. Desenvolvido com a turminha do Ciclo 4 Vespertino e com os educadores Cristiane Fernandes e Pablo Martins. Boa leitura!

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Introdução

Projeto Pedagógico "O Trem das Cores"

Projeto Pedagógico “O Trem das Cores”

O interesse da turma pela mistura das tintas e a descobertas das cores era notável. Depois de passarmos um semestre apresentando diferentes técnicas artísticas nas quais poderiam explorar as cores, materiais, sua expressão e criatividade, percebemos que esse impulso permaneceu no semestre seguinte.

A partir da investigação de alguns elementos junto às crianças, buscamos explorar os elementos estéticos contidos em nosso ambiente para levar as crianças a pensarem sobre suas percepções e sensações, ampliando seu olhar sobre o mundo e suas possibilidades expressivas. Para além da exploração das cores, suas composições e elementos, levamos as crianças a explorarem uma grande diversidade de expressões artísticas, por meio do estudo da história da expressão humana, da apreciação de diversos artistas e perspectivas de produção estética humana e cultural.

O Trem das Cores

O registro fotográfico serviu como detonador do processo de observação e pesquisa estética. Pedimos para as crianças que fotografassem quaisquer elementos existentes na Vivendo. A partir desses registros, construímos uma classificação de cores junto à turma. Utilizamos esta base para questioná-las sobre a origem das cores. Anotamos suas hipóteses e a partir disso iniciamos o trabalho de exploração das cores, desvendando sua formação através dos pigmentos e da luz, ajudando as crianças a criarem sua própria paleta de cores.

Em seguida, voltamos nossos olhares para a história da expressão humana, viajando pela expressão dos homens das cavernas, dos povos indígenas do Brasil, pela arte no museu e também na rua. Para tal, exploramos e vivenciamos técnicas relacionadas aos estudos dessas manifestações expressivas e de diversos artistas que nos apresentavam perspectivas distintas.

Desejávamos que a arte encontrasse caminhos fora dos filtros da racionalidade, manifestando-se através de sentimentos e sensações viscerais e sensoriais.

Projeto Pedagógico "O Trem das Cores"

Projeto Pedagógico “O Trem das Cores”

Assim, experimentamos Jackson Pollock, pedindo que as crianças doassem a seus movimentos de pintura, sentimentos diversos. Buscamos inspiração em Kandinsky, utilizando-nos de música para que as crianças explorassem suas sensações sonoras e poéticas. Descobrimos formas e linhas e um pouco da cultura espanhola investigando Miró. Viajamos pelo universo surrealista das obras de Salvador Dali, dando vazão à nossa fantástica imaginação.

Após muitas explorações, livres de estéticas preocupadas com a representação do real, adentramos o universo dos retratos. Para ampliar as referências das crianças a respeito das representações que os/as pintores/as faziam das pessoas e de si mesmos/as, trouxemos Picasso, Dali, Tarsila do Amaral, Anna Marie Holm, Van Gogh, Andy Warhol, Frida Khalo e Klimt. Essas experiências ampliaram a percepção das crianças sobre si mesmas e sobre seus/suas colegas. O desenho da figura humana ficou mais elaborado e repleto de nuances físicas e emotivas.

Essas experiências provocaram muitos questionamentos sobre nossa condição de artistas. Vimos que cada um/a tem sua trajetória e que todos/as somos artistas desde sempre, que basta desejarmos utilizar nossa expressão. Agora, se nossa expressão artística se tornará profissão, exercício, hobbie ou desejo pontual, vai depender da vontade de cada um/a. Resolvemos então, ir aos espaços de exposição para vermos suas formas de apresentação e organização. Não para copiá-las, mas para observar elementos que auxiliam que o visitante adentre na perspectiva do artista.

Iniciamos esse passeio pela exposição do Kandinsky e partimos para uma exploração artística no cotidiano das cidades e das pessoas. Para tal, fomos para a rua. Brasília em si é uma obra de arte! O grafite, o stencil e o mural, enriqueceram os monumentais prédios, praças e paisagens dos consagrados criadores de Brasília. Num mesmo passeio falamos de grafite, de stencil, de Athos Bulcão, de Oscar Niemeyer, de Lúcio Costa e Burle Marx. A partir dessa experiência, as próprias crianças exploraram o grafite, criando matrizes de stencil e aplicando pela Vivendo.

Finalmente, terminamos nosso projeto num domingo maravilhoso! Reunimo-nos, pais, mães, avós, crianças e educadores/as para preparar a grande exposição. Foi uma experiência maravilhosa que ficará guardada eternamente em nossos corações. O trabalho em equipe produziu uma linda e acolhedora exposição.

Semana pedagógica 2015.2

Nossos professores participaram, no último dia da semana pedagógica, de uma oficina sobre questões raciais para educação. Esta oficina foi oferecida pela ONG Nipe e presidida por Dea Vilela, ex-professora da Vivendo.