Festa da Cultura Popular

Festa da Cultura Popular numa associação
Texto: educadora Adriana Pereira

Desde que me tornei educadora na Vivendo e Aprendendo, sou apaixonada pelos espaços de diálogo e construção coletiva, vejo que estas características permeiam a prática pedagógica com as crianças e a sua culminância é na voz ativa das crianças e noção de coletividade delas. Um dos eventos que mais me mobiliza como educadora, é a Festa da Cultura Popular, que acontece todo mês de Agosto, uma forma de celebrar e explorar aspectos culturais do nosso país, definitivamente o que eu gosto nesse evento é a sua dinâmica de organização. Nos reunimos educadores/as e famílias, conversamos sobre os objetivos da festa, depois levantamos diversos temas que acreditamos ser relevantes como um possível fio condutor do trabalho pedagógico e celebração cultural com as crianças. Discutimos a relevância cultural, social e histórica dos mesmos, há defesas empolgantes de ideias, muita troca de saberes nesse momento. Quando chegamos ao tema, mediante consenso, começamos a pensar quais abordagens históricas e culturais faremos.

Contação de histórias com a princesa Adriana

Após esse primeiro encontro de escolha do tema, as famílias são novamente convidadas à
construírem com a equipe pedagógica, as reflexões e conhecimentos, que se transformaram em subsídio para as atividades pedagógicas com as crianças. Nesse encontro, são também convidados estudiosos/as sobre o tema. Em 2015, quando celebramos as diversas culturas dos povos Indígenas do Brasil, diversos pais e mães, que são antropólogos/as e educadores/as nessa temática, participaram dessa roda, trouxeram muitos materiais didáticos, foi memorável esse envolvimento. No ano seguinte, a festa foi sobre uma comunidade quilombola, os Kalungas, novamente muita dedicação em pesquisar o tema, aprender sobre a importância dos quilombos frente ao modo de produção escravista e preservação da identidade e da cultura da população afro-brasileira. No ano passado, a festa da cultura, nos convidou a olhar para arte de rua, danças, grafites, pixos, malabaristas e acrobatas dos sinais de trânsito, batalhas de MC’S, Slam, estátuas vivas, skates, parques… A rua com suas multi expressões nunca mais foi vista pelas crianças da mesma maneira, que a veem como um organismo vivo e criador de estéticas próprias.

Minha turma, fez uma atividade, que era entrevistar familiares a amigos/as sobre suas brincadeiras e lembranças mais carinhosas da rua, reconhecendo narrativas e percebendo de forma intergeracional aspectos culturais relevantes para sua visão de mundo. Depois fomos dar um passeio de ônibus para ver alguns grafites pela cidade e muitas outras vivências, as crianças gritavam empolgadas nomes de artistas do grafite da cidade que estavam conhecendo.

Ano passado, decidimos que a Festa da Cultura Popular ao celebrar expressões culturais que não se dão entre muros ou cercas, deveria acontecer na rua. E lá fomos nós, cada um levando um alimento para compartilhar, toalhas de piquenique, skates, bolas e objetos para uma feira de trocas. Numa tarde de sábado ocupamos um espaço público, como mais de 150 crianças, suas famílias e educadores, todos e todas dedicados a essa experiência. Quando chega o recesso do meio do ano, já começo a pensar que na volta, me esperam rodas de conversas e debates memoráveis sobre Cultura Popular, em companhia de toda a comunidade escolar, meu coração se aquece!

Me Chamo Adriana Pereira e educação para mim, tem que ter gente em roda, trocando, socializando e disposta a se implicar no processo.

Festa Junina 2018

Domingo, 17 de junho, ocorreu a aguardada festa junina da Vivendo e Aprendendo. A festa foi realizada no bucólico espaço da associação que, com seu amplo pátio arborizado, suas casinhas coloridas e a criativa decoração dos professores, se tornou um verdadeiro arraial.

Durante a festa, foram promovidas muitas brincadeiras típicas de festa junina, como a pescaria, a corrida de saco e jogos de arremesso. Mas o auge do evento deu-se com a apresentação do artista Edy Natureza que, em cima de pernas de pau e de fantasia, se transformou em um pica-pau gigante. As crianças foram à loucura, correndo pelo espaço da escola inteiro (umas atrás da ave, outras fugindo dela), com muitos risos e alegria, como em qualquer festa tem de ser.

Por fim, encerramos a festa com uma grande quadrilha, regada a muitas risadas e uma deliciosa fogueira em nosso jardim.

Texto e fotos por Paulo Frederico

 

 

 

Festa da Cultura Popular 2017

Texto e fotos por Pedrinho Fonseca (pai associado da Vivendo e Aprendendo)

O lugar somos nós. Se lá não estamos, o lugar é imaginação. Nosso pensamento tentando habitar um espaço desconhecido com cores, árvores, bancos, brinquedos, um sol que se põe no horizonte. Mas quando lá estamos, o lugar passa a existir. E aí o pensamento, livre deste trabalho imaginativo, ocupa-se em pensar em como podemos ocupá-lo. Juntos, aquele lugar – que existe – e nós, nos tornamos um.

No sábado, dia 26 de agosto de 2017, a Vivendo e Aprendendo ocupou a Praça do Compromisso para celebrar a Festa da Cultura Popular – pensada, organizada e festejada por toda a comunidade da escola. A cultura popular, queiramos ou não, nos habita. Somos nós o lugar para que ela exista (e resista). E um inexiste sem o outro. Estamos tão ligados (nós na cultura e ela em nós) que toda vez que uma força obscura e temerosa quer nos enfraquecer, o que faz? Tenta apagar a nossa cultura, a nossa memória, a nossa existência.

Ocupar a praça, no sábado, foi transpor a imaginação, levar o pensamento para passear, junto com tantos outros pensamentos – similares, distintos, iguais, opostos. E do conjunto de encontro dos nossos pensamentos, na praça, ocupamo-nos de fazer existir e resistir a cultura popular. Uma festa se fez em nós.

 

 

 

 

Festa da Vivendo – maio 2017

Festa é na gente. Parece que é do lado de fora – nas lâmpadas, na música, nas cores, cheiros e sabores de um espaço que se ocupa quando nos reunimos.

Parece, mas não é. Festa é dentro. É quando apesar de você, amanhã há de ser outro dia – Chico já havia nos dito. É quando a gente olha ao redor e vê que o mundo anda roto – mas a esperança ainda mora em nós. É quando a gente ainda acredita no amor e desacredita no ódio.

Festa é na gente que ainda se abraça sem motivo, sorri gratuitamente, beija sem pensar. E aqui, bem dentro da gente, havia uma festa que não silenciava. A festa que nos mobiliza, nos coloca juntos para pensar, discutir um tema, conceber a decoração, preparar o nosso espaço cotidiano para receber quem sequer já veio aqui.

Foram semanas de festa na gente. Semanas de muito trabalho. Cada um fazendo a sua parte, todos juntos fazendo a parte maior: tirar a festa de dentro da gente e dividir com o mundo lá fora. A casa nossa é vossa. Venham. A festa da Vivendo e Aprendendo é essa festa na gente, quando cresce tanto que não cabe mais em nós, quando não se contenta em ficar dentro e ganha vida, convida.

Bem-vindas, bem-vindos. A festa é na gente.

Durante a festa, o fotógrafo e pai de alunas Pedrinho Fonseca registrou momentos num Lambe-Lambe improvisado. O resultado de algumas fotos estão neste álbum. E sim, o lindo texto acima também é dele.

Pais produzem disco sobre atividades dos filhos em escola de Brasília

Por Correio Braziliense em 27/12/2016
Fonte original: www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2016/12/27/interna_diversao_arte,562651/pais-produzem-disco-sobre-atividades-dos-filhos-em-escola-de-brasilia.shtml

Quase todos os pais tocam algum instrumento. Essa coincidência de tantos músicos foi uma das grandes razões para desenvolver esse projeto” Marcelo Lima, compositor

Quase todos os pais tocam algum instrumento. Essa coincidência de tantos músicos foi uma das grandes razões para desenvolver esse projeto” Marcelo Lima, compositor

“Os jovens são o futuro da nação”. Não é de admirar que você já tenha ouvido essa frase, ainda que não conheça o autor. As palavras ditas tantas vezes parecem ter se tornado um hino de esperança, pois é nas crianças que projetamos o nosso amanhã.

Entre as vias L2 e L3 Norte, surge o fio de esperança da capital federal. Pequenos artistas exalam criatividade e entusiasmo, em um mundo particular de sonho e fantasia, movido à música, arte, gastronomia e literatura.

A Vivendo e aprendendo é uma associação de ensino infantil sem fins lucrativos, criada em 1982 por pais e mães insatisfeitos com o ensino da época. Eles buscavam um lugar em que o “pensar’ fosse prioridade, incentivando o processo crítico e criativo dos pequeninos.

Hoje, tornou-se referência no ensino infantil, com crianças de 2 a 7 anos, em um espaço lúdico e repleto de cor. Na instituição, pais, professores e alunos são considerados associados, e, assim, têm participação assídua em trabalhos desenvolvidos pela associação.Para cantar junto
O compositor, Marcelo Lima, foi peça chave em um dos projetos desenvolvidos na instituição: Roda de música. Marcelo é músico profissional e atualmente faz parceria com o  cantor  Lauro Aires, no albúm Centropia.Marcelo conta que o projeto foi sua forma de contribuir com a associação, já que a turma de seu filho sempre foi muito musical: “Quase todos os pais tocam algum instrumento.  A coincidência de tantos músicos foi uma das grandes razões para desenvolver esse projeto”.

Roda de música é um projeto musical iniciado na sala de aula que resultou em um disco, sem financiamento cultural. Produzido por Marcelo Lima e Fernando Rodrigues, com arte gráfica de Daniela Rodrigues e patrocinado pelo produtor executivo Tomás Garcia.

“O disco foi feito em dois meses, é uma produção rápida”, conta Marcelo Lima, que completa:  “É  uma forma de ajudar  a associação a transformar isso em um produto cultural da escola”.

O disco foi produzido a partir das experiências vividas pelas crianças em sala de aula. As composições de Marcelo Lima, com participação de Vinícius Campos, Julia Galiza e Lauro Aires, foram escritas para os pequenos, pais e mestres da associação.

“Foi uma euforia geral, as crianças ficaram super felizes,. Então começamos a trazer as músicas para a sala de aula. Combinamos que o Marcelo iria duas vezes por semana para ensaiar com as crianças”, conta Wilma Lino, uma das pedagogas responsáveis pelo projeto.

A pedagoga comenta: “Foi uma oportunidade de trazer a música para a sala de aula, trabalhar com o ritmo e o som. A música é um  facilitador na aprendizagem infantil. Ela pode ampliar  o conhecimento cognitivo da criança, além de ser um momento para ouvir e interagir com o  outro”.

Passarinho e Dois trovões são canções do disco que fizeram parte da apresentação para os pais, na despedida ao ano letivo. Os discos foram vendidos a valor simbólico para custear os gastos do projeto, sem obtenção de lucro.

“Durante os ensaios, produzimos microfones para as crianças entrarem no clima do show e mostramos referências como  Fred Mercury. Foi uma experiência muito rica, que fez as crianças reviverem vários assuntos que estudamos ao longo do ano”, declara Isabelle Sardinha, pedagoga da associação.

Fotos da Festa da Vivendo

Galera do Sanatório Geral,

Seguem alguns registros da festa da Vivendo (14 de maio de 2016). Quer publicar suas fotos? Manda para comunicacao@vivendoeaprendendo.org.br

Muito obrigado/a pelos cliques. Dia 17 de setembro tem a segunda edição, fiquem ligados!