Edital para reservas de estágio 2018/2019 (encerrado)

Olá pessoal, a Vivendo e Aprendendo está iniciando o processo de seleção para o quadro de reservas para estagiárias e estagiários – edição 2018/2019.

A entrega da documentação (currículo + carta de intenções) para participação da seleção vai do dia 24 de setembro à 05 de outubro de 2018, às 23h59 e as condições estão estabelecidas no edital (link abaixo).

Pedimos a todos que divulguem e indiquem a potenciais interessados. Aos que participarão da seleção, desejamos sorte.

Festa da Cultura Popular

Festa da Cultura Popular numa associação
Texto: educadora Adriana Pereira

Desde que me tornei educadora na Vivendo e Aprendendo, sou apaixonada pelos espaços de diálogo e construção coletiva, vejo que estas características permeiam a prática pedagógica com as crianças e a sua culminância é na voz ativa das crianças e noção de coletividade delas. Um dos eventos que mais me mobiliza como educadora, é a Festa da Cultura Popular, que acontece todo mês de Agosto, uma forma de celebrar e explorar aspectos culturais do nosso país, definitivamente o que eu gosto nesse evento é a sua dinâmica de organização. Nos reunimos educadores/as e famílias, conversamos sobre os objetivos da festa, depois levantamos diversos temas que acreditamos ser relevantes como um possível fio condutor do trabalho pedagógico e celebração cultural com as crianças. Discutimos a relevância cultural, social e histórica dos mesmos, há defesas empolgantes de ideias, muita troca de saberes nesse momento. Quando chegamos ao tema, mediante consenso, começamos a pensar quais abordagens históricas e culturais faremos.

Contação de histórias com a princesa Adriana

Após esse primeiro encontro de escolha do tema, as famílias são novamente convidadas à
construírem com a equipe pedagógica, as reflexões e conhecimentos, que se transformaram em subsídio para as atividades pedagógicas com as crianças. Nesse encontro, são também convidados estudiosos/as sobre o tema. Em 2015, quando celebramos as diversas culturas dos povos Indígenas do Brasil, diversos pais e mães, que são antropólogos/as e educadores/as nessa temática, participaram dessa roda, trouxeram muitos materiais didáticos, foi memorável esse envolvimento. No ano seguinte, a festa foi sobre uma comunidade quilombola, os Kalungas, novamente muita dedicação em pesquisar o tema, aprender sobre a importância dos quilombos frente ao modo de produção escravista e preservação da identidade e da cultura da população afro-brasileira. No ano passado, a festa da cultura, nos convidou a olhar para arte de rua, danças, grafites, pixos, malabaristas e acrobatas dos sinais de trânsito, batalhas de MC’S, Slam, estátuas vivas, skates, parques… A rua com suas multi expressões nunca mais foi vista pelas crianças da mesma maneira, que a veem como um organismo vivo e criador de estéticas próprias.

Minha turma, fez uma atividade, que era entrevistar familiares a amigos/as sobre suas brincadeiras e lembranças mais carinhosas da rua, reconhecendo narrativas e percebendo de forma intergeracional aspectos culturais relevantes para sua visão de mundo. Depois fomos dar um passeio de ônibus para ver alguns grafites pela cidade e muitas outras vivências, as crianças gritavam empolgadas nomes de artistas do grafite da cidade que estavam conhecendo.

Ano passado, decidimos que a Festa da Cultura Popular ao celebrar expressões culturais que não se dão entre muros ou cercas, deveria acontecer na rua. E lá fomos nós, cada um levando um alimento para compartilhar, toalhas de piquenique, skates, bolas e objetos para uma feira de trocas. Numa tarde de sábado ocupamos um espaço público, como mais de 150 crianças, suas famílias e educadores, todos e todas dedicados a essa experiência. Quando chega o recesso do meio do ano, já começo a pensar que na volta, me esperam rodas de conversas e debates memoráveis sobre Cultura Popular, em companhia de toda a comunidade escolar, meu coração se aquece!

Me Chamo Adriana Pereira e educação para mim, tem que ter gente em roda, trocando, socializando e disposta a se implicar no processo.