Pais produzem disco sobre atividades dos filhos em escola de Brasília

Por Correio Braziliense em 27/12/2016
Fonte original: www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2016/12/27/interna_diversao_arte,562651/pais-produzem-disco-sobre-atividades-dos-filhos-em-escola-de-brasilia.shtml

Quase todos os pais tocam algum instrumento. Essa coincidência de tantos músicos foi uma das grandes razões para desenvolver esse projeto” Marcelo Lima, compositor

Quase todos os pais tocam algum instrumento. Essa coincidência de tantos músicos foi uma das grandes razões para desenvolver esse projeto” Marcelo Lima, compositor

“Os jovens são o futuro da nação”. Não é de admirar que você já tenha ouvido essa frase, ainda que não conheça o autor. As palavras ditas tantas vezes parecem ter se tornado um hino de esperança, pois é nas crianças que projetamos o nosso amanhã.

Entre as vias L2 e L3 Norte, surge o fio de esperança da capital federal. Pequenos artistas exalam criatividade e entusiasmo, em um mundo particular de sonho e fantasia, movido à música, arte, gastronomia e literatura.

A Vivendo e aprendendo é uma associação de ensino infantil sem fins lucrativos, criada em 1982 por pais e mães insatisfeitos com o ensino da época. Eles buscavam um lugar em que o “pensar’ fosse prioridade, incentivando o processo crítico e criativo dos pequeninos.

Hoje, tornou-se referência no ensino infantil, com crianças de 2 a 7 anos, em um espaço lúdico e repleto de cor. Na instituição, pais, professores e alunos são considerados associados, e, assim, têm participação assídua em trabalhos desenvolvidos pela associação.Para cantar junto
O compositor, Marcelo Lima, foi peça chave em um dos projetos desenvolvidos na instituição: Roda de música. Marcelo é músico profissional e atualmente faz parceria com o  cantor  Lauro Aires, no albúm Centropia.Marcelo conta que o projeto foi sua forma de contribuir com a associação, já que a turma de seu filho sempre foi muito musical: “Quase todos os pais tocam algum instrumento.  A coincidência de tantos músicos foi uma das grandes razões para desenvolver esse projeto”.

Roda de música é um projeto musical iniciado na sala de aula que resultou em um disco, sem financiamento cultural. Produzido por Marcelo Lima e Fernando Rodrigues, com arte gráfica de Daniela Rodrigues e patrocinado pelo produtor executivo Tomás Garcia.

“O disco foi feito em dois meses, é uma produção rápida”, conta Marcelo Lima, que completa:  “É  uma forma de ajudar  a associação a transformar isso em um produto cultural da escola”.

O disco foi produzido a partir das experiências vividas pelas crianças em sala de aula. As composições de Marcelo Lima, com participação de Vinícius Campos, Julia Galiza e Lauro Aires, foram escritas para os pequenos, pais e mestres da associação.

“Foi uma euforia geral, as crianças ficaram super felizes,. Então começamos a trazer as músicas para a sala de aula. Combinamos que o Marcelo iria duas vezes por semana para ensaiar com as crianças”, conta Wilma Lino, uma das pedagogas responsáveis pelo projeto.

A pedagoga comenta: “Foi uma oportunidade de trazer a música para a sala de aula, trabalhar com o ritmo e o som. A música é um  facilitador na aprendizagem infantil. Ela pode ampliar  o conhecimento cognitivo da criança, além de ser um momento para ouvir e interagir com o  outro”.

Passarinho e Dois trovões são canções do disco que fizeram parte da apresentação para os pais, na despedida ao ano letivo. Os discos foram vendidos a valor simbólico para custear os gastos do projeto, sem obtenção de lucro.

“Durante os ensaios, produzimos microfones para as crianças entrarem no clima do show e mostramos referências como  Fred Mercury. Foi uma experiência muito rica, que fez as crianças reviverem vários assuntos que estudamos ao longo do ano”, declara Isabelle Sardinha, pedagoga da associação.

Edital para professores (encerrado)

Olá pessoal,

 

Edital para seleção de professores/as 2017

 

A Vivendo e Aprendendo está iniciando o processo de seleção para o quadro de professores (as) e professores-substitutos (as) para 2017.

 

A entrega da documentação para participação da seleção vai até o dia 14 de novembro de 2016 e as condições estão estabelecidas no edital (link abaixo).

 

Pedimos a todos que divulguem e indiquem a potenciais interessados. Aos que participarão da seleção, desejamos sorte.

 

Agradecimentos

O 3º Seminário da Vivendo e Aprendendo com o tema Democracia para que te quero: que partidos queremos tomar na educação?organizado pela Associação, proporcionou momentos intensos de debates, trocas e afetos.

Quinta-feira – dia 20 de outubro
No gramado, com vista para o parquinho, conversamos sobre a Vivendo e Aprendendo, seus princípios, criação e recriação e as práticas que envolve o cotidiano de uma escola democrática.

Sexta-feira – dia 21 de outubro
Uma chuva com vento nos levou a ficar mais juntinhos na sala verde e, na companhia de um delicioso caldo, aprofundamos o que é o projeto Escola sem Partido e
a ameaça que ele significa para a diversidade cultural, principalmente no que toca às questões de gênero e diversidade de famílias – que motiva esse projeto, para que não seja abordada nas escolas.

Sábado – dia 22 de outubro
As salas lilás, verde e rosa foram palcos para os nossos educadores ofereceram oficinas que bordando e dialogando sobre projetos, autonomia e gênero, nos inspiraram a sonhar com uma poesia educacional. Em um almoço feito a mãos de chef e no aconchego do galpão, a prosa prosseguia em uma roda. Mulheres contavam sobre seus partos e compartilhavam alegrias e desafios da maternidade. Os trabalhos continuaram à tarde. Algumas educadoras e coordenadoras de outras épocas, contaram mais sobre seus trabalhos acadêmicos. Momento que na práxis educacional pararam para registrar suas reflexões dessa experiência nostálgica.

Para colorir ainda mais o restinho do dia, ouvimos um pouco dos desafios do debate de gênero e a situação da legislação na pauta feminista. Enquanto isso, na sala verde, apresentavam-se projetos de educação inovadora costurando junto à Vivendo redes de conspirações em educação.

O Grupo Nzinga de Capoeira Angola misturando a ginga, a música, o canto e a prosa encerraram nosso dia, deixando a sensação que encontros assim precisam existir mais e sempre!

Abaixo seguem algumas fotos clicadas pelo querido Vinícius Armiliato

Programação completa do 3º Seminário Vivendo e Aprendendo

Quinta-feira (20/10/2016)

18h30 – Credenciamento

19h00 às 21h – Mesa de Abertura

Democracia, processos coletivos e posicionamento político: o que é a Vivendo

Conversa sobre o tema geral do Seminário e também sobre a história da Vivendo e de suas práticas

Palestrantes:

  • Lucia Pulino. Professora Adjunta no Instituto de Psicologia na UnB e Doutora em Filosofia. Foi psicóloga na Vivendo e Aprendendo e continua prestando consultorias na escola.
  • Erlando Rêses. Professor Adjunto da Faculdade de Educação (FE) da UnB e professor do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE). Doutor em Sociologia com pesquisa na área de Sociologia do Trabalho e da Educação.
  • Neuza Zimmerman. Mãe e fundadora da Vivendo e Aprendendo, Assistente Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Mestre em Sociologia – UnB. Docente e assessora em processos de Sistematização de Experiências em diferentes ONGs e instituições públicas.
  • Pablo Martins Carneiro. Mineiro brasiliense, skatista, pedagogo e educador/associado da Vivendo e Aprendendo desde 2002. Atualmente, atua como coordenador pedagógico na V&A.
 Sexta-feira (21/10/2016)

19h às 21h30 – Mesa temática

A Diversidade na Educação e a Educação na afirmação da diversidade

Debate sobre o projeto e o movimento Escola sem Partido e que partidos queremos tomar

Palestrantes:

  • Deneir Meirelles. Educador formado em biologia e pós-graduado em educação de jovens e adultos, ambos pela UNB. Trabalha na área da educação há 20 anos, participou do grupo de docentes que ajudou a criar o currículo em movimento da SEDF e é militante pelo GTPA-Fórum EJA DF.
  • Tatiana Lionço. Ativista militante dos direitos humanos, graduada em Psicologia, Mestre e Doutora em Psicologia Clínica pela UnB. Atualmente é pesquisadora e docente no Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento do Instituto de Psicologia da UnB.
  • Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Práticas Inovadoras – GEPEPI. Formado por educadoras e pedagogas da UnB, tem o objetivo de estudar e atuar colaborativamente por uma educação transformadora, saiba mais em gepepi.net.

22h – Atividade cultural

Fogueira democrática

Sarau de textos, música e performances libertárias

 Sábado (22/10/2016)

9h00 às 12h00 – Oficinas vivenciais

Serão oferecidas pelos educadores da Vivendo baseado nas suas experiências e práticas vivenciadas e refletidas ao longo desses anos.

Como a Escola se torna nossa? Pertencimento e autoria no fazer associativo- pedagógico

Oficineiros: Tereza Cristina, Diego Barrios, Marcela Vasconcelos Gabriel Barbosa e Mariana Leão

  • Proporcionar um momento de reflexão a respeito dos processos de cooperação, autonomia e criatividade em um espaço Associativo e como é possível uma interação com a prática pedagógica.

Do eu para o todo. O sujeito ativo no processo associativo

Oficineiros: Adriana Pereira, Carla Miranda, Esdras Barbosa e Nazaré Picanço

  • Dialogar sobre o protagonismo das crianças nos processos da educacionais da VeA. Perceber e problematizar qual o papel das educadoras nesse processo.

Escutem-se: Como você sabe que escuta o outro?

Oficineiros: Jéssica Silva, Lucilaine Lêla , Natália Assunção, Wellington Almeida e Wilma Dutra.

  • Promover a reflexão sobre a importância do diálogo no meio associativo e educativo. A fala é abrangente e engloba todos os sujeitos, pois possibilita que todos os envolvidos falem e fortaleçam o processo democrático, respeitando a voz do outro. Não obstante, visamos ressaltar a importância da escuta ativa, escuta atenciosa e receptiva do outro.

Para além de papai e mamãe: Identidade e gênero na Educação Infantil

Oficineiros: Pablo Martins, Lays Silva e Jônatas Concentino

  • Articular narrativas, estatísticas e conhecimentos sobre questões de gênero, discriminação e violência em nosso país, com a reflexão sobre a relevância de uma postura educativa na construção de uma sociedade mais igualitária e respeitosa. Convidaremos as/os participantes para refletirem sobre os elementos apresentados e pensarem na atuação das/os educadoras/es como agentes promotores da realização plena da identidade das/os educandas/os e da transformação das relações de gênero em nossa sociedade. Para tal, contaremos com a presença da rapper e ativista transexual, Rosa Luz, que nos brindará com suas narrativas e conhecimentos. Também refletiremos sobre sobre o lugar político-social das relações de gênero, por meio de atividades e também trazendo algumas estatísticas para subsidiar o nosso debate. Diante dessas vivências e saberes, vamos falar sobre como a Vivendo se posiciona e trabalha essas questões na Educação Infantil, no intuito de debater alternativas para o trabalho com o temática no contexto escolar.

Colcha de Retalhos – Bordando Nossa Prática

Oficineiros: Marcela Nunes, Clara Villar, Matheus Lima, Izabelle Saroinha e Rayla Costa.

  • Linha de cor preferida, agulha com o buraco que se enxerga melhor, lantejoulas, botões e retalhos bem coloridos… Da mesma maneira que se escolhem os materiais para bordar uma colcha, desejamos passar uma manhã costurando diferentes saberes para (re)conhecer a nossa prática pedagógica em diálogo com a cultura popular. Nesta oficina vamos conversar e compartilhar a maneira como construímos os projetos que orientam nosso trabalho na Vivendo e Aprendendo.

12h00 às 13h30 – Almoço

Será vendido na hora Yakissoba (com opção vegetariana) + Suco por R$20,00

13h30 às 15h00 – Roda de Conversa

Aprendendo sobre a Vivendo: pesquisas e trabalhos desenvolvidos na Vivendo

Vivendo e Aprendendo como objeto de estudo de diversas publicações: diálogos sobre essas experiências

Com a mediação e apresentação de alguns trabalhos pelas autoras:

  1. Cristiane Fernandes Guimarães: “Vivências com os processos de alfabetização/letramento em uma escola de educação infantil inovadora: entre formigas e piratas”
  2. Júlia Chamusca Chagas: “Psicologia escolar e gestão democrática: atuação em escolas públicas de Educação Infantil”
  3. Gabriela Freitas de Almeida: “Para onde caminham as escolas?”
  4. Tamine Cauchioli Rodrigues: “Vivendo e Aprendendo a ser Educadora: diálogos com memórias e práticas educativas de uma escola de educação infantil”

15h00 às 17h30 – Apresentação de trabalhos

Temas:

  • O psicólogo escolar: experiências, barreiras e o compromisso com a área de atuação
  • Como promover a democracia: um estudo sobre possibilidades
  • Mediação Social como prática de democratização das escolas
  • Corporeidade, Integralidade e Estética – Desafios das complexidades escolares
  • Projeto Inventado
  • Vivendo Mais
  • Ofensiva anti-direitos na recolonização do gênero e da sexualidade

17h30 – Encerramento
Roda com conversa com o Grupo Nzinga de Capoeira Angola

CERTIFICADOS:

  • Para receber o certificado é preciso assinar as listas de presença nas atividades.
  • Após o encerramento do Seminário o enviaremos para o e-mail fornecido na inscrição.
  • O Seminário possui 12 horas-aula.

Retificação do edital de inscrição

Garanta sua vaga no Seminário se inscrevendo de acordo com as seguintes categorias:

Profissionais R$ 70,00
Estudantes R$ 40,00
Professoras da rede pública de Educação R$ 40,00
Associadas (famílias) R$ 30,00

Você também pode solicitar vaga gratuita ou com valor reduzido enviando sua justificativa na ficha de inscrição. O importante é participar! Clique na imagem abaixo e confira o edital.

Edital para estágio (encerrado)

A Vivendo e Aprendendo abriu o processo de seleção visando contratar estagiários/as de educação infantil. Se você tem interesse em participar ou conhece alguém para indicar, observe os requisitos do edital e fique atento aos prazos.

A entrega dos currículos vai até dia 02 de outubro às 23h59. Participem e divulguem.

Clique no ícone abaixo, baixe o arquivo e confira as informações. Boa sorte!

 

 

Somente com a entrega deste documento a candidatura se tornará válida.