Edital de Seleção Quadro Reserva de Estágio

O Fórum de Aprovação, Avaliação e Progressão (Faap) da Associação Pró-
Educação Vivendo e Aprendendo torna público processo de seleção de Estágio de Educação Infantil e Ensino Fundamental (séries iniciais) para a composição do Quadro de Reserva de Estagiários e estagiárias da instituição.

Cronograma de Seleção:
24/05 a 02/06/2019, às 23h59 -> período para envio do CV e da Carta de Intenções.
07 a 19/06/2019 -> período em que acontecerão os três turnos de observação.
24/06/2019 -> entrega do relatório de observação.
25, 26 e 27/06 -> realização das entrevistas.

Agradecimento, reconhecimento e partilha em forma de texto: Projetos de trabalho no campo dos desejos

Cara associação,

Há dois anos e meio atrás, a Vivendo topou dividir comigo os custos de uma especialização em “Problemas do Desenvolvimento na Infância e na Adolescência”, uma abordagem interdisciplinar e psicanalítica. O curso foi de grande importância para a minha vida profissional, pessoal e para o trabalho que desenvolvo como coordenador pedagógico da Vivendo.

Venho aqui manifestar a minha gratidão à Vivendo, a cada criança, profissional e família que compõe esse pulsante espaço de educação e convivência. Uma das formas de agradecer foi aproveitar ao máximo cada módulo, cada oportunidade de reflexão, cada possibilidade de construir pontes entre os saberes e profissionais que conheci no curso e a Vivendo. Ao longo dessa trajetória, convidei meus professores para virem a associação, realizar formações com a equipe, propus reflexões para as/os educadoras/es e exercitei minha escuta psicanalítica para perceber as muitas oportunidades de olhar as pessoas, crianças, profissionais e famílias, como sujeitos de desejo, complexos e únicos. Assim como busquei encontrar oportunidades de entrelaçar esses desejos às finalidades da escola e da associação, contribuindo para participar de experiências educativas realmente significativas e identitárias.

Em meu trabalho de conclusão de curso, contei um pouco de nossa história e convidei leitoras e leitores a refletirmos sobre o papel das/os educadoras/es, e dos Projetos de Trabalho, para um processo de ensino aprendizagem significativo e investido dos genuínos desejos conscientes e inconscientes, de cada um de nós.

A partilha desse texto é mais uma forma de agradecimento à Vivendo. Espero que encontrem prazer na leitura e que contribua com a reflexão sobre nosso fazer.

Um grande e agradecido abraço,

Pablo Martins Carneiro

Coordenador Pedagógico da Vivendo e Aprendendo e Psicanalista

Manifesto da Associação Pró-Educação Vivendo e Aprendendo

Brasília, 25 de outubro de 2018

Manifesto da Associação Pró-Educação Vivendo e Aprendendo sobre as eleições presidenciais de 2018

“Longe se vai sonhando demais” 

Vivendo e Aprendendo surgiu de um sonho. Um grupo de pais e educadores, que em 1982, resolveu criar uma associação educativa para proporcionar às crianças pequenas uma educação diferente. Baseada no brincar, na curiosidade infantil, na aprendizagem construída coletivamente, a escola, desde então, se reconstrói a cada dia, sempre pautada pelo diálogo, pelo afeto, pelo respeito às diferenças e ao outro, pela vivência democrática. Aqui nos olhamos nos olhos, nos abraçamos, rolamos no chão com nossas crianças, proporcionamos experiências, construímos combinados, definimos limites, promovemos reflexões. E é a partir dessa experiência de 36 anos de diálogo, de brincadeiras, de alegria e de formação de cidadãos que nos posicionamos agora, pois entendemos que a educação é mais ampla que a própria escola.

Por acreditar no diálogo democrático e respeitoso com qualquer pessoa, decidimos em Assembleia Geral Extraordinária nos manifestar em relação ao momento que estamos vivendo no Brasil. O que está em jogo são dois projetos de país, de sociedade e de nação diametralmente opostos.

De um lado temos um professor que valoriza a infância, o afeto, o respeito às diferenças e às opiniões divergentes, a solidariedade, a defesa dos direitos fundamentais das minorias frente a maiorias, a convivência fraterna, a diversidade de formas de viver e de estar no mundo.

Do outro lado encontramos propostas que incluem a omissão do Estado com o cuidado de crianças pequenas, a educação baseada em obediência e hierarquias de viés autoritário, a aniquilação do respeito à pluralidade das diferenças em prol de um pensamento único e de uma única forma de viver, disfarçada sob o véu da neutralidade ideológica, a privatização do ensino público, a desigualdade entre homens e mulheres no mundo do trabalho e no espaço doméstico e a incitação à violência e ao ódio.

No campo específico da educação, o candidato Bolsonaro defende que o ensino fundamental seja realizado à distância, desconhecendo a importância do encontro com o outro, a riqueza da sociabilidade e o papel de educadores/educadoras no processo educativo/formador, sem contar as consequências concretas para as famílias. Além disso, “expurgar a ideologia de Paulo Freire” (p.46 do Plano de Governo) é exaltar a opressão e o “eu-ensino-você-aprende”, negar a potencialidade do aluno como educador.

Independente dos motivos que nos levaram até o presente momento, é aqui que estamos e daqui precisamos seguir. Nada temos a temer ao abraçar o que acreditamos! Nossos valores nos fazem contrários a toda forma de discriminação e negação do outro: machismo, racismo, homofobia, LGBTfobia, exclusão de deficientes, violência. Nos posicionamos, pois, da seguinte forma:

Democracia ao invés de autoritarismo
Diálogo ao invés de obediência
Empatia e afeto ao invés de ódio
Amizade ao invés de ataque ao diferente
Diálogo ao invés de ordens
Aprender brincando ao invés de uma educação conteudista e hierarquizada

É por tudo isso que, enquanto associação educativa, nesse momento optamos por nos posicionar publicamente em apoio à candidatura que melhor representa o país que queremos construir com e para nossas crianças, e com clareza e esperança indicamos o voto no PROFESSOR FERNANDO HADDAD.

Associação Pró-Educação Vivendo e Aprendendo

“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” Paulo Freire