Projetos Pedagógicos

Caros amigos e amigas,

Por fim, publicamos o último projeto pedagógico de 2014. Desta vez o tema “As Bruxas e seus Mistérios”  foi desenvolvido com a turminha do Ciclo 3 Vespertino e com os educadores Maycom Santiago e Wilma Lino. Boa leitura!

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Introdução

Na primeira semana de aula, as crianças do ciclo 3 encontraram o livro da Bruxa Salomé. Logo percebemos o forte interesse do grupo pelo tema das bruxas. Decidimos iniciar o projeto para tratar da magia das bruxas, contextualizar suas histórias e desmistificar o medo que logo notamos em algumas crianças.

Nossos objetivos

  • Fomentar o imaginário;
  • Desmitificar o medo das bruxas;
  • Realizar um paralelo da história das bruxas com as histórias das crianças;
  • Trabalhar os objetivos pedagógicos do ciclo e as áreas de conhecimento.
Projeto Pedagógico - As Bruxas e seus Mistérios

Projeto Pedagógico – As Bruxas e seus Mistérios

O caminhar do Projeto

Começamos o projeto falando sobre as bruxas mais conhecidas, como a Salomé. A bruxa Salomé veio nos visitar algumas vezes. Em seguida, trabalhamos os seguintes aspectos:

Linguagem oral: a partir das hipóteses das crianças e de algumas perguntas para trabalhar com a organização e a estruturação do pensamento, escuta e enriquecimento do vocabulário. As rodas possibilitaram muitas trocas e contribuições para o grupo.

Artes plásticas: trabalhamos as cores primárias e secundárias por meio da ideia das “poções mágicas”. Vimos que as crianças começaram a ser mais cuidadosas com as tintas nas horas de pintura, limpando e secando os pincéis, se esforçando para descobrir diversas tonalidades diferentes com suas poções mágicas.

O Laboratório da Bruxa Salomé: criamos um faz de conta envolvendo o caldeirão da bruxa e diversos ingredientes que viravam feitiços. Trabalhamos as medidas e quantidades. Aproveitamos para levantar e experimentar as hipóteses das crianças sobre várias misturas, como a mistura de água e óleo.

Letramento: elaboramos bilhetes de culinária, convite para uma vertical oferecida pela turma, convite para o teatro – ou seja, com a função da escrita. Elaboramos um livro junto com as crianças. Para isso, levamos vários livros para a sala e mostramos sua estrutura: capa, letras, título, autor e ilustradores. Enquanto construíamos a história, as crianças se escutavam, ouviam a opinião uma da outra, se ajudavam a completa-la. Fizemos com eles também as fotos com as crianças representando as cenas da história e chamamos as famílias para um lançamento de nosso livro ao fim do projeto.

Matemática: utilizamos o calendário – aproveitando os dias da semana, trabalhados na história da Bruxa Salomé. Fizemos outras atividades, como contar os ingredientes da culinária, pesá-los. Aproveitamos as rodas sobre florestas para investigar quantas árvores havia na vivendo. Essas atividades trabalharam a matemática e sua função, o reconhecimento dos números e as quantidades.

Corporalidade: Brincamos com a corrida de água colorida, na qual as crianças tinham o desafio de encher garrafas com águas coloridas sem derrama-las. No início, as crianças se preocupavam mais em correr do que em transportar a água sem derruba-la. Trabalhamos muito equilíbrio, percepção do espaço, coletividade, medidas e cores.

Conclusão

• O medo intenso de algumas crianças nos fez repensar algumas fases do projeto. Por exemplo, Wilma passou a fingir tomar um feitiço e se transformar na Bruxa Salomé na frente das crianças. Desta forma, as crianças foram perdendo o medo, mas sem perder o encanto pela história.

• Para os/as educadores/as, o desafio foi lidar com algumas de suas próprias limitações, como a atuação cênica. O projeto também foi importante para incentivar a pesquisa e a sistematização do trabalho.

• As crianças se envolveram muito no faz de conta do projeto. O grupo se organizou muito, o que ficou nítido na confecção do livro. Quando tiramos as fotos para montar o livro, tivemos que fotografar cena a cena e as crianças demonstraram empolgação e concentração.

• Para a fechar o projeto, fizemos o lançamento do livro “Festa na Floresta”, com a participação das famílias. Lemos o livro para os/as convidados/as e terminamos a tarde com autógrafos dos/as autores (a turma). Este foi um momento muito emocionante para os pais e mães, educadores/as e, principalmente, para as crianças.

Galeria de fotos

Projetos Pedagógicos

Caros amigos e amigas,

Falemos agora sobre o projeto pedagógico “O Trem das Cores”. Desenvolvido com a turminha do Ciclo 4 Vespertino e com os educadores Cristiane Fernandes e Pablo Martins. Boa leitura!

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Introdução

Projeto Pedagógico "O Trem das Cores"

Projeto Pedagógico “O Trem das Cores”

O interesse da turma pela mistura das tintas e a descobertas das cores era notável. Depois de passarmos um semestre apresentando diferentes técnicas artísticas nas quais poderiam explorar as cores, materiais, sua expressão e criatividade, percebemos que esse impulso permaneceu no semestre seguinte.

A partir da investigação de alguns elementos junto às crianças, buscamos explorar os elementos estéticos contidos em nosso ambiente para levar as crianças a pensarem sobre suas percepções e sensações, ampliando seu olhar sobre o mundo e suas possibilidades expressivas. Para além da exploração das cores, suas composições e elementos, levamos as crianças a explorarem uma grande diversidade de expressões artísticas, por meio do estudo da história da expressão humana, da apreciação de diversos artistas e perspectivas de produção estética humana e cultural.

O Trem das Cores

O registro fotográfico serviu como detonador do processo de observação e pesquisa estética. Pedimos para as crianças que fotografassem quaisquer elementos existentes na Vivendo. A partir desses registros, construímos uma classificação de cores junto à turma. Utilizamos esta base para questioná-las sobre a origem das cores. Anotamos suas hipóteses e a partir disso iniciamos o trabalho de exploração das cores, desvendando sua formação através dos pigmentos e da luz, ajudando as crianças a criarem sua própria paleta de cores.

Em seguida, voltamos nossos olhares para a história da expressão humana, viajando pela expressão dos homens das cavernas, dos povos indígenas do Brasil, pela arte no museu e também na rua. Para tal, exploramos e vivenciamos técnicas relacionadas aos estudos dessas manifestações expressivas e de diversos artistas que nos apresentavam perspectivas distintas.

Desejávamos que a arte encontrasse caminhos fora dos filtros da racionalidade, manifestando-se através de sentimentos e sensações viscerais e sensoriais.

Projeto Pedagógico "O Trem das Cores"

Projeto Pedagógico “O Trem das Cores”

Assim, experimentamos Jackson Pollock, pedindo que as crianças doassem a seus movimentos de pintura, sentimentos diversos. Buscamos inspiração em Kandinsky, utilizando-nos de música para que as crianças explorassem suas sensações sonoras e poéticas. Descobrimos formas e linhas e um pouco da cultura espanhola investigando Miró. Viajamos pelo universo surrealista das obras de Salvador Dali, dando vazão à nossa fantástica imaginação.

Após muitas explorações, livres de estéticas preocupadas com a representação do real, adentramos o universo dos retratos. Para ampliar as referências das crianças a respeito das representações que os/as pintores/as faziam das pessoas e de si mesmos/as, trouxemos Picasso, Dali, Tarsila do Amaral, Anna Marie Holm, Van Gogh, Andy Warhol, Frida Khalo e Klimt. Essas experiências ampliaram a percepção das crianças sobre si mesmas e sobre seus/suas colegas. O desenho da figura humana ficou mais elaborado e repleto de nuances físicas e emotivas.

Essas experiências provocaram muitos questionamentos sobre nossa condição de artistas. Vimos que cada um/a tem sua trajetória e que todos/as somos artistas desde sempre, que basta desejarmos utilizar nossa expressão. Agora, se nossa expressão artística se tornará profissão, exercício, hobbie ou desejo pontual, vai depender da vontade de cada um/a. Resolvemos então, ir aos espaços de exposição para vermos suas formas de apresentação e organização. Não para copiá-las, mas para observar elementos que auxiliam que o visitante adentre na perspectiva do artista.

Iniciamos esse passeio pela exposição do Kandinsky e partimos para uma exploração artística no cotidiano das cidades e das pessoas. Para tal, fomos para a rua. Brasília em si é uma obra de arte! O grafite, o stencil e o mural, enriqueceram os monumentais prédios, praças e paisagens dos consagrados criadores de Brasília. Num mesmo passeio falamos de grafite, de stencil, de Athos Bulcão, de Oscar Niemeyer, de Lúcio Costa e Burle Marx. A partir dessa experiência, as próprias crianças exploraram o grafite, criando matrizes de stencil e aplicando pela Vivendo.

Finalmente, terminamos nosso projeto num domingo maravilhoso! Reunimo-nos, pais, mães, avós, crianças e educadores/as para preparar a grande exposição. Foi uma experiência maravilhosa que ficará guardada eternamente em nossos corações. O trabalho em equipe produziu uma linda e acolhedora exposição.

Projetos Pedagógicos

Caros amigos e amigas,

Falemos agora sobre o projeto pedagógico “Floresta, Lendas e Mitos”. Desenvolvido com a turminha do Ciclo 5 Matutino e com as educadoras Nazaré Picanço e Lia Lucas. Boa leitura!

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Introdução

No Mutirão do Parque, as crianças do ciclo 5 receberam uma missão do coordenador pedagógico: virar “guardiões da floresta Vivendo e Aprendendo”, cuidando das mudas recém-plantadas na escola. As crianças rapidamente se envolveram com a ideia e passaram a defender aquelas novas vidas. Desde o primeiro mês de aula, a turma estava muito envolvida nas aventuras e histórias contadas em sala, o que nos fez pensar em um projeto que unisse esses interesses. A partir de então, a floresta virou o palco no qual realizamos as construções sobre as lendas, mitos e identidade.

Objetivos

  • Possibilitar o desenvolvimento de suas identidades e afetividades;
  • Formar indivíduos autônomos, respeitadores, admiradores do conhecimento e conscientes da importância de sua participação no mundo;
  • Ampliar as visões das crianças sobre o mundo natural e social;
  • Trabalhar as diversas áreas do conhecimento por meio do interesse lúdico;
  • Proporcionar espaços de auto-expressão, ligados às memórias afetivas das crianças;
  • Ultrapassar as fronteiras da floresta da Vivendo, ampliando a percepção sobre a imensidão das florestas brasileiras.
Projeto pedagógico Floresta, Lendas e Mitos

Projeto pedagógico Floresta, Lendas e Mitos

Desenvolvimento

Começamos o projeto com o processo de adaptação e de construção do grupo. Em seguida, passamos a fazer ligações entre as áreas de conhecimento e o lúdico. Enviamos cartas ao Curupira, compartilhando o dever de cuidar das florestas. A partir daí, culinárias (como o dia do açaí), faz-de-contas de índios e de animais da floresta foram se tornando atividades corriqueiras e positivas. Tudo passou a fazer sentido para elas, interligando natureza, preservação e cultura indígena entre si, com a consciência da importância do cuidar. A turma passou a alertar as professoras sobre outras crianças que estariam “matando a natureza”. Logo, elas mesmas passaram a mediar essas situações. As crianças de nossa sala também deixaram de arrancar folhas e bater nas árvores, passando a cuida-las.

A última fase do nosso projeto foi desenvolver atividades referentes a conhecimentos sobre a floresta Amazônica, destacando as sociedades indígenas e as relações destas com a mata. A floresta é o lugar em que se guarda a memoria daquela sociedade (tal como a Vivendo é para a memoria do nosso grupo). O pai de uma das crianças nos ajudou construindo o mapa do Brasil e da Amazônia, com os territórios indígenas, estados e alguns rios do país.

Neste momento, também aproveitamos a oportunidade de conhecer o Laboratório de Línguas Indígenas (LALI-UNB). Nele pudemos conhecer a Susi, que mostrou para as crianças objetos indígenas e documentários. O contato com Susi também ajudou a desconstruir estereótipos. Quando Lia afirmou que ela era índia, as crianças se entreolharam e disseram: “Mas ela está aqui, e não na floresta”. Nós então afirmamos: “Mas os traços do rosto, a cor da pele, o cabelo continuam com ela, mesmo morando aqui. Sabem o que é mais importante? É ela dizer que é uma índia. Porque, se ela acha que é índia, é porque ela adora ser assim”.

Por fim, fechamos o projeto com uma exposição dos trabalhos das crianças e apresentação de um teatro ao ar livre, juntando, assim, as historias de mitos e lendas com o faz de conta.

Conclusão

Primeiramente, ficamos muito contentes com o processo, o desenvolvimento e os resultados práticos e reflexivos do projeto “Floresta, Lendas e Mitos”. Isso também se devendo à ampla participação das famílias. Sentimos que, grande parte dessa alegria se deu pelo fato de valorizarmos, sentirmos e impulsionarmos a participação diária das crianças na construção do projeto. Da mesma forma, vemos que isso somente foi possível por que tivemos sensibilidade em colocar o centro de interesse do grupo como motor das atividades e, assim, relacionamos elas às áreas do conhecimento.

Percebemos que, a partir do momento em que começamos a trabalhar o cuidado com a natureza – conscientizar as crianças sobre sua responsabilidade com o mundo, os resultados foram logo aparecendo: o cuidado que as crianças começaram a ter pelas árvores da Vivendo, bem como os insetos, impulsionaram que elas se mobilizarem a alertar todas as crianças da escola para a necessidade de ter carinho com a natureza.

No entanto, sentimos que algumas atividades que propomos no projeto não foram realizadas. Isso nos mostra o quanto o processo não se baseia tanto em nossas ideias e desejos, como educadoras. Podemos ver isso, então, como lembrete constante em nosso fazer educativo: saber que o processo das crianças é essência do nosso trabalho, não sendo isso secundário em nenhum momento.

Projetos Pedagógicos

Caros amigos e amigas,

Desta vez o projeto pedagógico trata o tema” Laboratório de Comunicação“. Desenvolvido com a turminha do Ciclo 4 Matutino e os educadores Leila Saraiva, Heloá Escalante e Yuri Barbosa. Boa leitura!

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Introdução

Projeto Pedagógico "Laboratório de Comunicação"

Projeto Pedagógico “Laboratório de Comunicação”

A partir de uma criação musical com as crianças do ciclo 4, decidimos fazer um trabalho mais amplo de autoria, a da discussão do que é comunicação e o direito a esta. O grupo havia passado por  várias mudanças ao longo do ano e tinha dificuldade em se escutar e inclusive em respeitar o direito de cada criança ter sua opinião, mesmo que divergente.

Nossos objetivos com o projeto então foram:

  • Trabalhar o direito à comunicação enquanto direito fundamental, trazendo o conceito para o cotidiano das crianças;
  • Incentivar a expressão de crianças;
  • Estimular a organização do grupo;
  • Utilizar a pesquisa enquanto instrumento cotidiano na sala rosa;
  • Dar continuidade ao trabalho de letramento e alfabetização;
  • Incentivar a expressão e autoria das crianças;
  • Construir uma apropriação das tecnologias por parte das crianças.

Explorando os meios de comunicação na sala rosa

Começamos apresentando o blog enquanto ferramenta comunicativa: todo mundo pode vê-lo se tiver o endereço! Dá para falar com gente que mora longe e que a gente tem saudade. Dá para ver os comentários das famílias sobre o que estamos fazendo! O computador passou a ficar disponível diariamente para que as crianças vissem e publicassem no blog. Quando passamos a produzir nossa rádio, também mesclamos as duas ferramentas, publicando nossas músicas favoritas no blog. Quando pensamos em começar a gravar nosso programa, a primeira pergunta que nos surgiu foi: será que essas crianças escutam rádio? Então trouxemos para nossa roda um aparelho de rádio e passamos de estação em estação. Comentamos com as crianças quem já havia ouvido rádio e a maioria delas nos disse que já havia escutado no carro. Até que uma delas falou: “rádio é chato, porque não tem nada de criança.”

Foi nossa deixa para mostrarmos o programa criado pelo projeto “Cala Boca Já morreu!”, feito por e para crianças. Que engraçado ouvir vozes de crianças ao invés das habituais vozes adultas!, “Ele tem o mesmo nome que eu!”, “eles tão falando sobre tatu bola!”. E então era possível uma rádio de criança. Experimentamos o microfone de diversas formas: com palco, sem palco. Nos gravamos coletivamente e nos escutamos. Montamos a cabine, para garantir que todos/as se sentiriam a vontade para gravar.

Em seguida trouxemos para a roda o jornal, dos mais diversos formatos. Vimos juntos suas possibilidades e conversamos sobre o que cada um/a queria escrever: histórias de guerra, desenhos, colunas de esporte. Também brincamos com os jornais, e então o meio de comunicação se transformou em armadura, em megafone, em espada.

Outra linguagem que perpassou o projeto foi a fotografia. Desde o início ela esteve presente, com as crianças irando foto do que as interessava e fazendo suas publicações comentadas. Através daquelas lentes nós tivemos acesso aos olhares das crianças sobre o mundo: elas fazem pose uma para outra, nos apresentam novos ângulos.

Por fim, chegamos a linguagem mais conhecida pelas crianças, a audiovisual. Para trabalha-la, conhecemos visitando um estúdio de TV de verdade, a UnBtv! Foi emocionante conhecer por dentro como se faz uma televisão, apesar do desespero que causamos em alguns funcionários do local. Na visita, as crianças puderam ver uma sala de gravação de TV e também a ilha de edição e de programação, sabendo mais dos bastidores desse meio de comunicação.

Conclusão

O projeto de comunicação, embora rápido, provocou uma maior organização do grupo e incentivou que as crianças falassem e se escutassem melhor. Além disso, também percebemos que contribuiu para que as crianças se reconhecessem enquanto autoras, enxergando o potencial de comunicadoras que tem no mundo.

A exploração dos diversos meios de comunicação também possibilitou uma visão crítica do mundo e das informações que nos chegam a toda hora. As crianças entraram em contato com o outro lado da notícia e entenderam seu processo de produção. De nossa parte, foi fundamental (re) conhecermos tudo aquilo que os/as pequenos/as tem a dizer, muitas vezes sem instrumentos e ouvidos para isso.

Projeto Pedagógico "Laboratório de Comunicação"

Projeto Pedagógico “Laboratório de Comunicação”

Projetos Pedagógicos

Caros amigos e amigas,

O projeto pedagógico desenvolvido em 2014, desta vez, trata o tema” O Lobo e seus amigos de aventura“. Desenvolvido com a turminha do Ciclo 2 Matutino e os educadores Letícia Ferreira, Luísa Baiocchi e Jônatas Cocentino.

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Projeto pedagógico "O Lobo e seus amigos de aventura"

Projeto pedagógico “O Lobo e seus amigos de aventura”

Introdução

Desde o início do semestre, percebemos um grande interesse da turma pelos contos de fada, especificamente das histórias com lobos. Nessas semanas, quando o interesse da turma estava fervendo, recebemos uma visita muito especial que impulsionou nosso projeto: o Lobo Musical. Nosso objetivo geral com esse projeto foi construir um universo lúdico, compartilhado por todos/as, com representações de papéis, caracterização de espaços da Vivendo, onde refletiremos sobre os antagonismos presentes no nosso cotidiano e nos contos de fadas. A partir disso, explorar as áreas de conhecimento: corpo e movimento, música, arte, linguagem oral e escrita, natureza e sociedade e matemática.

Desenvolvimento

Num primeiro momento, observamos o interesse do grupo, a partir das brincadeiras das crianças. Nessas brincadeiras e histórias, alguns estereótipos apareceram entre as crianças em um processo normal de generalizarem percepções a cerca do outro por uma ação específica. Por meio do projeto, ajudamos as crianças a se expressarem sobre o que não gostaram de forma específica, problematizando os antagonismos bom/mau, amigo/não amigo, bravo/tranquilo. Foi uma reelaboração de suas identidades e da percepção do/a outro/a.

Demos continuidade ao projeto enfocando a expressão artística. Através das várias técnicas e materiais diferentes, as crianças puderam se expressar, produzir coletivamente e individualmente, desenvolver vários olhares sobre o mundo, desenvolver a coordenação motora fina e o grafismo.

As brincadeiras cênicas também foram fundamentais. Destacamos o teatro de sombra.

Na fase seguinte, realizamos pesquisas sobre os lobos na natureza, principalmente os brasileiros. Além da participação das famílias nessas investigações, as crianças também puderam vivenciar os hábitos alimentares do lobo. Ao final dessa atividade, as crianças comentaram: “O lobo mau só estava com fome”.

Por fim, construímos a casa dos porquinhos na Vivendo, juntamente com as crianças e suas famílias. Nesse processo de descobertas e explorações, com a ajuda do Lúcio e do Madruga e das famílias, construímos a casa do porquinhos, criando estratégias de trabalho coletivo e favorecendo os processos cooperativos entre as crianças.

Conclusão

Não imaginávamos o projeto nos daria tantos frutos e que seria tão significativo para as crianças. Depois do projeto, passamos a conhecer vários espécies de lobo. Vimos que, como nós, às vezes eles também ficavam bravos e com raiva. Em relação a esses sentimentos que por vezes viram tabus, nosso trabalho foi dialogar sobre eles e assim ajudar as crianças a extravasa-los de uma forma saudável.

Por fim, deixamos de presente para a nossa associação um lugar de possibilidade de encontro.

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